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O “CURRÍCULO DE GÊNERO” DA ESCOLA - O QUE AS CRIANÇAS APRENDEM ALÉM DOS LIVROS

  • Foto do escritor: UP LiPSCOM
    UP LiPSCOM
  • 3 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: há 4 dias

A organização binária de brinquedos exemplifica como o cotidiano escolar e familiar molda as percepções de gênero desde a infância. Crédito: Imagem gerada por IA sob orientação de Lucas Ariel de Almeida Lima (2026).
A organização binária de brinquedos exemplifica como o cotidiano escolar e familiar molda as percepções de gênero desde a infância. Crédito: Imagem gerada por IA sob orientação de Lucas Ariel de Almeida Lima (2026).

Por Lucas Ariel de Almeida Lima, Josiane Salete da Silva, Deivid Lopes Silva e Yasmin Silva Borges


Mesmo quando não aparece explicitamente nos conteúdos formais, o gênero está presente no cotidiano escolar. A fila separada por sexo, a escolha dos brinquedos oferecidos, a forma como professores interagem com meninos e meninas, tudo isso compõe o que pesquisadores chamam de "currículo de gênero": um conjunto de práticas, normas e expectativas que ensina às crianças como devem se comportar de acordo com padrões de masculinidade e feminilidade.

Esse currículo se manifesta em ações aparentemente simples, mas que produzem significados profundos. A organização da sala de aula, as formas de interação e até os objetos do dia a dia reforçam papéis binários que influenciam a percepção corporal e o desenvolvimento humano desde os primeiros anos de vida.

Com o tempo, essas normas são internalizadas pelas próprias crianças, que passam a separar brincadeiras e objetos em "de menino" ou "de menina" como se essa divisão fosse natural, quando, na verdade, ela é ensinada. Ainda assim, pesquisas mostram que as crianças não absorvem essas normas de forma passiva.

A chamada agência infantil permite que elas reinterpretem e contestem esses modelos, demonstrando capacidade de questionar padrões tradicionais mesmo em idade precoce.


(BELLO; FELIPE, 2010; ESPER; FERNÁNDEZ UNSAIN; FIGARI, 2022; FREITAS et al., 2021; KODAMA, 2010; SILVA; COSTA, 2018; VISENTINI et al., 2019)

 
 
 

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