ISSO NÃO É COISA DE HOMEM
- UP LiPSCOM
- 3 de mai.
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Atualizado: 9 de mai.
Por Aline da Silva Santos, Elizane Alves Evangelista, Isabella Santos Ferreira e Zulmira Novais dos Anjos

Ser homem, na cultura ocidental, sempre significou não chorar, não pedir ajuda, não demonstrar fraqueza. Mas de onde vêm essas regras e o que elas custam?
A masculinidade tradicional, marcada pela repressão emocional, pela virilidade e pela recusa do cuidado, não é uma condição natural. É uma construção social transmitida por famílias, escolas e instituições ao longo de gerações. Quando o menino aprende que sentimentos são fraqueza e que precisa reafirmar constantemente sua virilidade, cria-se um padrão marcado por autocensura, medo de inadequação e dificuldade de cuidar de si e do outro, o que produz sofrimento psíquico, dificulta vínculos afetivos e alimenta práticas de violência e dominação.
Esse modelo também tem um custo coletivo. Ansiedade, depressão e isolamento social figuram entre os efeitos mais documentados de uma masculinidade que proíbe a vulnerabilidade. Muitos homens chegam à vida adulta sem repertório emocional para lidar com conflitos, perdas ou intimidade, não por escolha, mas porque nunca lhes foi permitido desenvolver esse repertório. A boa notícia é que construções podem ser desconstruídas.
Muitos jovens já questionam essas heranças e buscam formas mais plurais de ser homem baseadas na escuta, na corresponsabilização e no cuidado. Acolher, dialogar e expressar sentimentos não enfraquece ninguém. Pelo contrário, amplia a humanidade de quem o faz.
(FERREIRA; LASNEAU; BERNARDINO, 2019; PACHECO; ARALDI, 2020)



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