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ISSO NÃO É COISA DE HOMEM

  • Foto do escritor: UP LiPSCOM
    UP LiPSCOM
  • 3 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 9 de mai.

Por Aline da Silva Santos, Elizane Alves Evangelista, Isabella Santos Ferreira e Zulmira Novais dos Anjos

Imagem gerada por IA (2026)
Imagem gerada por IA (2026)

Ser homem, na cultura ocidental, sempre significou não chorar, não pedir ajuda, não demonstrar fraqueza. Mas de onde vêm essas regras e o que elas custam?

A masculinidade tradicional, marcada pela repressão emocional, pela virilidade e pela recusa do cuidado, não é uma condição natural. É uma construção social transmitida por famílias, escolas e instituições ao longo de gerações. Quando o menino aprende que sentimentos são fraqueza e que precisa reafirmar constantemente sua virilidade, cria-se um padrão marcado por autocensura, medo de inadequação e dificuldade de cuidar de si e do outro, o que produz sofrimento psíquico, dificulta vínculos afetivos e alimenta práticas de violência e dominação.

Esse modelo também tem um custo coletivo. Ansiedade, depressão e isolamento social figuram entre os efeitos mais documentados de uma masculinidade que proíbe a vulnerabilidade. Muitos homens chegam à vida adulta sem repertório emocional para lidar com conflitos, perdas ou intimidade, não por escolha, mas porque nunca lhes foi permitido desenvolver esse repertório. A boa notícia é que construções podem ser desconstruídas.

Muitos jovens já questionam essas heranças e buscam formas mais plurais de ser homem baseadas na escuta, na corresponsabilização e no cuidado. Acolher, dialogar e expressar sentimentos não enfraquece ninguém. Pelo contrário, amplia a humanidade de quem o faz.


(FERREIRA; LASNEAU; BERNARDINO, 2019; PACHECO; ARALDI, 2020)

 
 
 

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